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10/05/2017 - 08:47 - #Mac Comunicação e Marketing
13 de Maio - O fim da escravidão ?
13 de Maio - O fim da escravidão ? - #MAC COMUNICAÇÃO E MARKETING


O Brasil foi o último País do mundo a abolir o trabalho escravo de pessoas de origem africana. Esse dado desfavorável para uma nação, conhecida por acolher de maneira harmoniosa povos de todos os cantos da Terra, poderia servir como referência n ...

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O Brasil foi o último País do mundo a abolir o trabalho escravo de pessoas de origem africana. Esse dado desfavorável para uma nação, conhecida por acolher de maneira harmoniosa povos de todos os cantos da Terra, poderia servir como referência na busca de urgente e justa reversão de um quadro de desigualdade social ocupado pelo negro nas estatísticas brasileiras. Quadro que, infelizmente, persiste até hoje.

Durante o período colonial, a escravidão foi a mola impulsora de um sistema de trabalho essencial para a economia brasileira, especialmente na região de Itu onde se destacava a produção de algodão, cana-de-açúcar e café. O grande número de fazendas coloniais de Itu registra as histórias da Casa Grande e das Senzalas. Visitar alguma delas é um passeio pela história da escravidão que os conservadores amenizam mas que na verdade foi uma tragédia ética da humanidade.

Para o turista que visita Itu e quer conhecer um pouco da vida daquela época basta um roteiro pelas fazendas históricas, como a Capoava, de origem bandeirantista, com casa sede que data de 1750. A Chácara Rosário, de 1756, que se chamava Engenho Grande, foi uma das maiores produtoras de açúcar da Província de São Paulo e sua casa sede é, também, de estilo bandeirantista. A Fazenda Concórdia, com registros de 1595, conserva as senzalas até hoje.

Há muitas outras que remetem o turista a um passeio ao passado. Mais detalhes em “www.grandeitu.com.br” – Fazendas – Turismo Rural.

A ESCRAVIDÃO EM ITU

Em 1773, o número de escravos em Itu já era considerável. A população rural era dividida em pessoas livres – 3.464 indivíduos e 2.528 escravos, segundo o historiador ituano Nardy Filho. A importância econômica da lavoura canavieira, com boa parte da sua produção vendida no exterior, exigia, cada vez mais, uma maior importação da mão de obra escrava de origem africana.

O trabalho escravo tornou-se imprescindível para o progresso dos engenhos, pois os senhores da cana de açúcar estimavam que quanto maior o número de escravos, maior a produção e os lucros. Curiosamente, em comparação com outras cidades do interior de São Paulo, os escravos dos engenhos de Itu registravam uma produtividade mais alta.

Em 1797, havia 103 engenhos de cana de açúcar em Itu, com a maioria das propriedades dirigidas por mulheres. Anos depois, em 1803, já se notava que o crescimento da população escrava, com registro de 4.982 pessoas, contribuiu para o crescimento da população total ituana, superando as pessoas livres que somavam 3.927 pessoas.

Saliente-se, também, que a propriedade de escravos não se limitava a grandes senhores de engenho, fazendeiros e mineradores. Tanto no campo como na cidade era grande o número de pequenos escravistas, donos de um, dois ou três escravos, trabalhadores em pequenas lavouras, no trabalho de rua ou no de casa e também no transporte de seus senhores e senhoras em liteiras.

Por todas essas características, os escravos marcaram em profundidade os costumes, o imaginário, a cultura e até, através de uma intensa miscigenação, o próprio perfil étnico-racial de nossa população. Tendo sido o Brasil o último país do hemisfério a abolir a escravidão, em 1888, pode-se dizer que a história brasileira do século XIX, que viu esse imenso território se formar, enquanto nação independente, se confunde com a história do apogeu e queda do regime escravista.

A ORIGEM DOS ESCRAVOS

Por volta de 1550, comerciantes portugueses passaram a vender escravos capturados na África para trabalhar na agricultura no Brasil. Os escravos, tratados como propriedades comuns, eram submetidos a trabalhos pesados e punições severas, como o açoite em praça pública, vazamento dos olhos, castração e pancadas de palmatória. Eram bastante lucrativos para seus senhores, além de uma importante fonte de status.

Aproximadamente 4 milhões de africanos foram capturados e trazidos ao País de forma compulsória, durante o período escravagista, roubados das suas terras e famílias.

O INÍCIO DA ABOLIÇÃO

No Brasil, começaram a despontar movimentos para abolição dos escravos, no terço final do século XIX, em boa parte representada pelos participantes da Convenção de Itu. A escalada abolicionista começou em 1871, quando a Lei do Ventre Livre foi aprovada, garantindo a liberdade dos filhos de escravos.

Em 1885, aprovou-se a Lei dos Sexagenários, que concedia liberdade aos escravos com mais de 65 anos e estabelecia indenizações para os senhores proprietários.

E, no dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel de Bragança, assinou uma lei de dois artigos que abolia a escravidão sem indenizações aos proprietários. A Lei Áurea, como foi chamada, garantiu a liberdade de milhares de negros, mas não providenciava nenhuma assistência sócio econômica a estes novos cidadãos. Desta forma, os libertos passaram a viver em situação de penúria material, sem acesso à saúde, educação ou terras para cultivo. Um ano depois aconteceu a proclamação da República.

A ABOLIÇÃO NA EUROPA ACONTECEU BEM ANTES

O primeiro movimento abolicionista aconteceu em 1807, na Inglaterra que, por motivos econômicos e por pressão de grupos humanitários, proibiu a escravidão. A seguir, o Reino Unido passou a promover a abolição da escravidão em todo o mundo, obrigando seus aliados a firmarem acordos pela gradual abolição do tráfico. Em 1830, por pressão inglesa, o Brasil proibiu formalmente o tráfico de escravos, mas as medidas não tiveram efeito. Na época, já havia o jeitinho brasileiro de tratar as coisas.

A lição que fica é que a escravidão transformou a vida de seres humanos em verdadeiro horror. Começava no transporte nos “navios negreiros” onde passavam meses amarrados nos porões na travessia do Atlântico. Depois, a humilhação dos leilões e a introdução nas tarefas obrigatórias do trabalho escravo. Enfim, um verdadeiro genocídio de milhões de pessoas pela ganância do lucro do homem branco. É bom lembrar que o Brasil tem uma Lei contra o racismo, um crime sem fiança.
Data de inclusão: 10/05/2017
Fone: (11) 5521-3483
Contato: Raul Machado
Empresa: #Mac Comunicação e Marketing
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Grupo editorial: [Comportamento][Redes Sociais][Transporte-Turismo]
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