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29/08/2017 - 13:58 - #Mac Comunicação e Marketing
Turismo - Estímulos sem fundamentos, até quando?
Turismo - Estímulos sem fundamentos, até quando? - #MAC COMUNICAÇÃO E MARKETING

Quase todos os discursos das autoridades brasileiras ligadas ao turismo são extremamente otimistas, levando os incautos a acreditar num país maravilhoso para os viajantes que buscam se divertir em passeios fantásticos por nossas praias, cachoeiras, a ...

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Quase todos os discursos das autoridades brasileiras ligadas ao turismo são extremamente otimistas, levando os incautos a acreditar num país maravilhoso para os viajantes que buscam se divertir em passeios fantásticos por nossas praias, cachoeiras, aventuras etc. Sim, aventura é o termo exato, pois viajar pelo Brasil, no momento, é uma grande aventura. Imagine o leitor passeando pelo Rio de Janeiro, num maravilhoso calçadão a beira mar e, de repente, surge uma cena comum, corriqueira, se tornar protagonista de um tiroteio ou arrastão. Não dá.

Atualmente, os governantes se apegam a estímulos surrealistas como o que o Plano Nacional de Turismo registra ao escrever que, em 2020, seremos a terceira maior economia de turismo do mundo. Talvez, do mundo em que eles vivem, porque não deve ser nesse… Essa é a conclusão de Mariana Aldrigui, Professora e pesquisadora de Turismo na Universidade de São Paulo, publicada no blog da Panrotas.

Os diferentes salários na carreira não estimulam

Não se pode discordar que há cargos e salários diferentes para pessoas com especializações e experiências diferentes no setor. O que incomoda é que raramente o salário bom fica com o formado em Turismo.
Há engenheiros, advogados, administradores, entre outros, que são diretamente contratados para posições mais valorizadas. O argumento, até muito justo, convenhamos, é que o formado em Turismo não tem algumas competências básicas para atuar na gestão (por exemplo, nas questões financeiras, principalmente porque no Turismo não se estuda matemática). Há responsabilidade por parte das
universidades? Sim, e como.

A Estância Turística de Itu, por exemplo, abriga uma Universidade (Ceunsp – Centro de Estudos Universitários Nossa Senhora do Patrocínio), com ótimas instalações, que tem o curso de Turismo. Segundo a entidade, 2017 será a formatura da última turma de Turismo, porque não houve interesse de novas matrículas para o ano que vem. Esse é o quadro atual.
Como se vê é justamente por isso que a formação na área perde a atratividade. Se o jovem já sabe de antemão que a formação em Turismo vai lhe oferecer (dados de 2017) uma média salarial mensal de dois mil reais depois de cinco anos de formado. Mais fácil é procurar rapidamente o setor de telemarketing que paga mil e quinhentos sem exigir qualquer experiência.

Os exemplos mal escolhidos

O retrocesso no ensino do turismo presencial dá margem ao crescimento dos cursos a distância, via internet. E, um dos problemas, é que muito professor e até ex-ministros escolhem mal os exemplos de países vitoriosos no turismo. Sugerem comparações entre o Brasil e a Espanha, México, França e agora mais recentemente com Portugal.

Todavia, basta ter bom senso para perceber que nenhum destes países tem realidades políticas, sociais e geográficas para serem comparadas com o Brasil. Além disso, se alguns países reclamam da enorme quantidade de turistas que os visitam, outros enfrentam problemas maiores como o terrorismo. Porém, no Brasil, há uma enorme violência urbana, assaltos e sequestros que assustam e afugentam os turistas. Além de ser campeão mundial de mortes no trânsito das cidades e rodovias.

A verdade é que o Brasil esta estagnado no número de 6 milhões de visitantes estrangeiros há anos. Em 2016 foram 6,5 milhões, devido aos eventos da copa do mundo, olimpíada e paralimpíada. Órgãos governamentais calculam, com otimismo, que em 2020 teremos 8 milhões de turistas. O mesmo número de visitantes em Barcelona, que é só uma das inúmeras cidades turísticas da Espanha. Portugal, país de dimensão infinitamente menor que o Brasil, espera 27 milhões de visitantes neste ano.

Um dos problemas é que o Brasil aplica somente 18 milhões de dólares por ano na propaganda turística (se não houver mais cortes) enquanto o México investe U$490 milhões, a Colômbia - U$ 100 milhões, Equador - U$ 90 milhões e Argentina - U$ 60 milhões (dados de 2015).

O problema maior é que o turismo passa por infra-estrutura específica: saúde, rodovias, acessibilidade, serviços, internet, guias, segurança etc. E aí, perdemos de goleada.


Data de inclusão: 29/08/2017
Fone: (11) 5521-3483
Contato: Raul Machado
Empresa: #Mac Comunicação e Marketing
Entrar em contato: Entrar em contato
Grupo editorial: [Política][Redes Sociais][Turismo ]
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