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06/09/2017 - 10:05 - #Mac Comunicação e Marketing
O sonho de um Brasil turístico tem solução?
O sonho de um Brasil turístico tem solução? - #MAC COMUNICAÇÃO E MARKETING

Há alguns cargos públicos que exigem especialistas. Por exemplo, um Ministro da Saúde sempre deve ser um médico, o da Educação, alguém ligado ao ramo, principalmente um professor, na Fazenda, um profissional da área econômica e no Turismo, alguém exp ...

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Há alguns cargos públicos que exigem especialistas. Por exemplo, um Ministro da Saúde sempre deve ser um médico, o da Educação, alguém ligado ao ramo, principalmente um professor, na Fazenda, um profissional da área econômica e no Turismo, alguém experiente no segmento, especialmente um profissional com curso superior em Turismo e Eventos.

A vantagem de se nomear um especialista em cada pasta é que ele irá “comandar” e contribuir, com o seu conhecimento, para desenvolver novos trabalhos na área e criar condições para expansão de projetos desejados pelos que trabalham no setor. Mas, o que acontece é que o escolhido, geralmente um político, vai aprender com os subalternos o que fazer no cargo. Assim acontece com o turismo que sempre divulgou a idéia de que o setor tem grande possibilidade de criar empregos como acontece em outros países.

Mas, para isso acontecer é preciso profissionalismo e não, apenas, um programa de viagens internacionais. É preciso que o Brasil crie infra-estrutura em quase todas as áreas do turismo. Isso porque no exterior há muitas críticas ao país, principalmente agora, com a pecha de país da corrupção. Aonde se mexe tem. É preciso também que as autoridades do turismo deixem de pensar somente no que existe no litoral, praias e em Foz do Iguaçu.

Pensem um pouco no belíssimo interior do Brasil, no patrimônio histórico, cultural, religioso, natural, nas fazendas bandeirantistas, nos pampas do sul, nas relíquias mineiras, no pantanal, nos parques nacionais, todos carentes, nas riquezas geológicas, da fauna e flora do
país.

Diagnóstico da situação

Segundo entre 133 países do mundo em recursos e belezas naturais e 14º em bens culturais, país não figura sequer entre os 50 mais visitados do planeta.

Por incrível que pareça, as autoridades do Turismo insistem em só promover o Rio de Janeiro. Com novos programas, a Embratur lança o “Reage, Rio” e o “Mais Rio, Mais Brasil”, com o objetivo de colocar a cidade maravilhosa como prioridade na divulgação internacional do turismo brasileiro.

Será que fora do Brasil ninguém sabe a rotina diária do Rio? Ou o quanto a população local esta sofrendo com perdas irreparáveis de vidas, diariamente. É como se o terrorismo atacasse todos os dias os cidadãos cariocas pacatos e bem humorados e quem mais estiver pela frente, nas praias, calçadões, em qualquer lugar.

Por isso, talvez, a melhor estratégia seria dar uma pausa para o Rio se recuperar, curar suas feridas para daí estimular o turismo. Em primeiro lugar a segurança do turista.

A situação é tão grave que o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, em pronunciamento, disse que o Rio vive “falência múltipla dos órgãos”, em decorrência dos escândalos políticos, em meio à guerra declarada das organizações criminosas que agem na cidade maravilhosa.

Agora, há uma esperança de normalização da situação do Rio com a liberação de 63 bilhões de Reais por parte do Governo Federal para
pagamento das dívidas deixadas por dirigentes bandidos, todos presos e pagar salários dos servidores públicos.

Vamos às comparações

O mais importante jornal espanhol, El Pais, publicou uma matéria do colunista Juan Arias com comparações do desempenho do turismo internacional no Brasil em relação a outros países com vocação para o turismo.

A Espanha recebeu, no mês de julho deste ano, dez milhões e meio de turistas, quase o dobro do que o Brasil recebeu em todo o ano de 2016, com um território 15 vezes maior do que o país europeu. Entre os 181 milhões de turistas que visitam anualmente o continente americano, apenas 6,5 milhões chegam ao Brasil, contra 23 milhões no México. Enquanto a cidade maravilhosa do Rio recebe pouco mais de um milhão de estrangeiros, algumas cidades européias como Veneza, Barcelona, Londres ou Paris, ou latino-americanas como Buenos Aires ou a Cidade do México, superam em número de turistas todo o Brasil.

O Brasil é o segundo entre 133 países do mundo em recursos e belezas naturais e é o 14º em bens culturais, mas não figura entre os 50 países mais visitados do planeta, de acordo com a revista Travel Leisure. Nem a Copa do Mundo e as Olimpíadas foram suficientes para consolidar o turismo em um país que é um continente. O legado, como se sabe, foi a corrupção e o enriquecimento de atores desses eventos. A verdade é que o governo não é capaz de transformar o turismo numa grande indústria que representa 10% do PIB mundial. As estatísticas registram que um em cada 11 empregos no mundo é criado pelo turismo, que passou de 25 milhões em 1950 para 1,1 bilhão em 2014.

Países como Espanha, França ou Reino Unido chegam a receber até dez vezes mais turistas do que o Brasil, que tem um território do tamanho da Europa e refúgios naturais e culturais únicos no mundo. Deve-se perguntar o que impede o Brasil de ter uma verdadeira indústria do turismo que poderia criar milhões de empregos e aumentar de forma significativa o PIB nacional.

No Ministério do Turismo, acreditam que o motivo da escassez de visitantes internacionais se deve à fama de país violento que se criou. Se fosse assim, países igualmente violentos ou mais, como México, Iran, Turquia ou Egito, também teriam escassez de turistas, quando a verdade é que eles continuam a receber mais visitantes do que o Brasil. Na Europa, apesar dos atentados terroristas, o turismo cresceu 4%, e já se pensa em limitar esse fluxo em cidades como Veneza ou Barcelona.

Não seria porque os governantes no Brasil, ocupados com a pequena política e em proteger seus privilégios, nunca levaram a sério que o turismo internacional poderia ser uma fonte de riqueza nacional? As receitas da indústria do turismo no mundo ultrapassam as do petróleo, dos alimentos ou a gerada pela indústria automobilística. Na Espanha, um em cada sete empregos é criado pelo turismo. Quando em Paris, devido aos atentados terroristas, o turismo caiu 4%, as autoridades municipais tomaram 59 medidas para promovê-lo. E voltou a crescer.

Quantas medidas e de qual eficácia o Governo brasileiro adota para promover o turismo estancado há anos? Aparentemente, a maioria dos poucos turistas que chegam o faz por causa de amigos que estiveram aqui e que voltaram entusiasmados, tanto pelas belezas quanto pelo calor humano da nossa gente. Muito pouco para vender o gigante brasileiro.

Ainda falta muita coisa

A realidade é que, com 8 mil quilômetros de praias, um sonho para os europeus, no Brasil falta muita coisa para que o turismo se torne uma indústria capaz de criar riqueza. Faltam infra-estruturas como estradas, trens, linhas aéreas, segurança nas rodovias e nas vias urbanas, redes hoteleiras e gastronômicas com um leque de possibilidades para todos os bolsos. Hoje, chega-se a dizer que no Brasil os ricos viajam dentro do país e aqueles que não podem se permitir esse luxo se conformam com ir aos Estados Unidos ou à Europa, onde os preços, por absurdo que pareça, são menores e onde são oferecidas possibilidades à “la carte”, para todos os gostos e condições financeiras.

O turismo internacional continua sendo, como a educação, a saúde ou a segurança pública, um assunto pendente que pouco parece interessar aos políticos brasileiros. Todavia, nos discursos, no “bla, bla, bla”, o turismo no país está ótimo.

A Espanha, por exemplo, recebeu, só no último mês de julho, 10,5 milhões. Já a França, em todo o ano de 2016, teve 83 milhões de visitantes.

É compreensível que vá mais gente para os destinos tradicionais do que para cá. Barcelona, Paris, Londres, Veneza, são cidades que têm fascínio para qualquer cidadão do mundo. Os meios e alternativas de circulação dentro da Europa são mais diversificados e acessíveis do que entre um estado e outro do Brasil. A questão, no entanto, não é que vá tanta gente para lá, e sim porque vem tão pouco turista para cá.

Façamos outra comparação, agora com um país mais parecido com o nosso — o México. O resultado aí nos é igualmente desvantajoso. O número de turistas no México, ano passado, foi de 23 milhões, cerca de quatro vezes o total do Brasil. Só a Cidade do México recebe mais visitantes do que todo o nosso país.

Outro argumento que se costuma levantar é o da violência. Os turistas não viriam em maior número para o Brasil por causa dos altos índices de violência. Nesse caso, convém lembrar que o México está longe de ser um paraíso de paz. E na Europa tivemos os casos do terrorismo, que causaram queda no fluxo de turistas, mas não a ponto de reduzi-lo significativamente. Na França, por exemplo, calcula-se que 1,5 milhão de pessoas deixou de visitar o país em virtude das ameaças terroristas.

O problema é outro

O problema, então, está em outra área. “Deve-se perguntar o que impede o Brasil de ter uma indústria do turismo que poderia criar milhões de empregos e aumentar o PIB nacional”, afirma o jornalista e escritor espanhol Juan Arias. “Não seria porque os governos no Brasil, ocupados com a pequena política e em proteger seus privilégios, nunca levaram a sério que o turismo internacional poderia ser uma fonte de riqueza nacional?”. Arias ressalta um detalhe importante: depois dos atentados terroristas na França, as autoridades implementaram 59 medidas de promoção do turismo. “Quantas medidas e de qual eficácia o governo brasileiro adota para promover o turismo estancado há anos?”. E, pior, só se promove o Rio de Janeiro com “folders” maravilhosos mostrando a mulher de fio dental na praia, a mulher no carnaval e depois reclamam do turismo sexual.

Além disso, há o problema de verbas. No momento, com os cortes, impossível fazer alguma coisa melhor. Mas, tradicionalmente, o Ministério do Turismo dispõe de verba ridícula. Sem investimentos maciços continuaremos patinando no cabalístico número de 6 milhões de turistas por ano. Nada glorioso.
Data de inclusão: 06/09/2017
Fone: (11) 5521-3483
Contato: Raul Machado
Empresa: #Mac Comunicação e Marketing
Entrar em contato: Entrar em contato
Grupo editorial: [Redes Sociais][Transporte-Turismo][Turismo ]
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