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30/01/2018 - 15:00 - Scribba Comunicações
Disfunção neurovisual: você pode ter e não saber
Disfunção neurovisual: você pode ter e não saber - SCRIBBA COMUNICAÇÕES

A pessoa pode ser diagnosticada com dislexia, déficit de atenção, hiperatividade ou autismo, quando na verdade seu cérebro não decodifica adequadamente os sinais visuais enviados pelos olhos ...

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Imagine que ao tentar ler suas mensagens no celular ou algum texto em papel ou no notebook as letras comecem a “dançar” ou fiquem embaralhadas ou borradas, a ponto de tornar a tarefa cansativa e difícil ou até mesmo impossível.

Cerca de 14% das pessoas de qualquer faixa etária enfrentam esse tipo de dificuldade diariamente, muitas vezes sem saber que a causa pode ser uma doença ainda pouco conhecida no Brasil: a Síndrome de Disfunção Neurovisual ou Síndrome de Irlen, como também é chamada.

Dores de cabeça frequentes, cansaço visual, desconforto em locais muito iluminados (fotofobia) e distorções na percepção de espaço e profundidade são outros sintomas geralmente decorrentes desse distúrbio.

“Às vezes a pessoa é considerada distraída, desatenta e desastrada ou mesmo diagnosticada como portadora de dislexia, déficit de atenção, hiperatividade e autismo, quando na verdade o que ela tem é um mau funcionamento na maneira como o cérebro decodifica os sinais visuais enviados pelos olhos”, esclarece a Dra. Wendy Falzoni, médica oftalmologista e responsável pelo Departamento de Disfunção Neurovisual (Síndrome de Irlen) da Vide Oftalmologia, em São Paulo/SP.

Por causa da dificuldade para ler e realizar outras atividades visuais, o portador da síndrome, sobretudo crianças em fase escolar e adolescentes, passam a apresentar problemas no processo de aprendizagem e de entendimento e retenção de informações, com consequências para sua autoestima e sociabilização que podem se refletir durante a vida toda, afetando seu desempenho e suas relações na escola, no trabalho, nas amizades e mesmo na família.

Como a pessoa enxerga dessa forma desde criança, por vezes ela não tem noção de que o mesmo não acontece com os demais.

O fato de que grande parte do público em geral ainda não tem conhecimento da doença, apesar de sua alta taxa de incidência, agrava a situação, pois a possível presença desse problema não é cogitada pelos pais ou educadores.

“A disfunção neurovisual manifesta-se em níveis variados, desde leves até bastante severos”, afirma a Dra. Wendy Falzoni. “Portanto, mesmo alguém que consiga ler, mas sinta desconforto ou tenha que fazer esforço extra durante essa atividade, pode ser portador desse distúrbio e beneficiar-se com os tratamentos disponíveis, que não envolvem o uso de medicamentos e nem a realização de cirurgias”.

Distúrbio não é diagnosticado em exames de rotina

Mesmo que já tenha passado por consultas com oftalmologistas, a criança ou adulto pode não saber que é portador dessa disfunção.

Isso porque ela não é diagnosticada num exame oftalmológico de rotina.

“Durante um exame oftalmológico normal, o médico mede o erro refracional (miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia) e observa a presença de doenças restritas à região ocular”, explica a Dra. Wendy. “Mas essa disfunção acontece no circuito neurovisual. Não se trata de um problema ótico e sim de uma dificuldade do cérebro em processar informações visuais. A pessoa pode ter uma acuidade visual normal e mesmo assim apresentar a síndrome”.

Por isso, o diagnóstico exige que o oftalmologista tenha uma formação especializada, para aplicar exames e testes específicos.

Atualmente, no Brasil, ainda são muito poucos os médicos oftalmologistas e clínicas oftalmológicas com capacitação para realizar o diagnóstico e aplicar o tratamento necessário, que precisa sempre ser personalizado de acordo com o grau de dificuldade apresentado pelo paciente.

Para que o tratamento da Síndrome de Disfunção Neurovisual (Síndrome de Irlen) seja efetivo, principalmente no caso de crianças e adolescentes, é aconselhável recorrer a uma equipe multidisciplinar, que além do oftalmologista envolva também profissionais das áreas de psicopedagogia, psicologia, fonoaudiologia, etc.

É necessário que esses profissionais também busquem informações a respeito desse tema e façam cursos e formação específica para poder atender adequadamente os pacientes portadores da síndrome.

Tratamento: overlays e óculos espectrais

O tratamento da disfunção neurovisual baseia-se no uso de overlays (sobreposições) e/ou filtros espectrais, que efetuam um bloqueio seletivo da faixa de luz que atinge os olhos.

“Como a síndrome apresenta-se em graus diversos de comprometimento em diferentes pacientes, é preciso dimensionar esses filtros de maneira personalizada”, diz a Dra. Wendy Falzoni. “Em certas situações, pode-se prescrever apenas o uso de overlays, que são folhas transparentes com coloração específica que a pessoa sobrepõe ao papel ou à tela do computador, tablet e celular, para facilitar a leitura. Já, nos casos mais graves, é necessária a prescrição de óculos com filtros espectrais”.

O tratamento corrige o problema. Entretanto, a neuromodulação, ou seja, o processo de adaptação e resposta do cérebro ao uso de overlays e/ou filtros espectrais, não ocorre imediatamente, podendo levar várias semanas.

Por isso, os pacientes, em especial crianças ou adolescentes, continuarão a necessitar do apoio do pedagogo e psicoterapeuta para melhorar seu desempenho na leitura e aprendizagem.


A Dra. Wendy Falzoni é médica oftalmologista e responsável pelo Departamento de Disfunção Neurovisual (Síndrome de Irlen) da Vide Oftalmologia, em São Paulo/SP.
Data de inclusão: 30/01/2018
Fone: (11) 1120689665
Contato: Jurema Luzia Cannataro
Empresa: Scribba Comunicações
Entrar em contato: Entrar em contato
Grupo editorial: [Educação-Cursos][Juvenil][Saúde ]
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